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Qual a diferença entre técnico e auxiliar de necropsia da PC RJ?

A princípio, o próximo concurso da PC RJ promete vagas para área técnica, seleção que não acontece desde 2009. Entre os cargos do concurso, acaba surgindo a dúvida: qual a diferença entre técnico e auxiliar de necropsia?

Segundo o técnico de necropsia da PC RJ e professor da Folha Cursos, Marxwell Almeida, não há muita diferença entre os dois cargos, na prática.

Principalmente porque, devido ao último concurso para técnico ter sido em 2009 e para auxiliar em 2002, em razão da falta de servidores, muitas vezes um exerce as funções do outro. Isso acontece ainda mais em cidades do interior do estado.

O professor Alexandre Prado conversou com Maxwell Almeida sobre a diferença entre os cargos, como escolher entre auxiliar e técnico de necropsia e qual a melhor forma de estudar.

Qual a diferença entre técnico e auxiliar de necropsia?

Conforme explicou Maxwell Almeida, no dia a dia, as duas funções se misturam muito e um acaba fazendo o trabalho do outro.

No entanto, na teoria, o auxiliar é o responsável pelo corpo fora da mesa de necrópsia. Ou seja, entre suas atividades, estão:

  • Receber o cadáver do corpo de bombeiros
  • Levar o cadáver até a sala onde vai ser feito o exame
  • Despir e lavar o cadáver
  • Guardar na geladeira depois de feito o exame
  • Entregar o cadáver para a funerária ou para a família

O auxiliar recebe R$4.506,27 e tem como exigência o ensino fundamental completo.

O técnico tem como atividade o exame propriamente dito, até o fechamento do corpo. A remuneração é R$5.277,59 e precisa de ensino médio completo.

Sobre as provas do concurso para os dois cargos, foram cobradas as mesmas matérias, com exceção de Matemática, que foi requisitada em 2002 para auxiliar.

Outra dúvida comum é sobre porte de armas. Ambos os cargos têm.

Como escolher entre técnico e auxiliar de necropsia?

Quem tem o ensino médio pode escolher fazer a prova para as duas carreiras. O exame deve acontecer em dias diferentes.

Mas, como em qualquer profissão, é importante saber se você tem vocação para o cargo. Ou seja, se tem identificação e gosta das funções.

No caso dos cargos de necropsia, Maxwell Almeida recomenda que o candidato se pergunte:

  • Você levaria numa boa o estresse visual durante os plantões? Ou isso seria algo perturbador para você?
  • No Instituto Médico Legal (IML) são feitos exames de mortes violentas, homicídios, acidentes, etc. Como seria para você acompanhar crimes bárbaros de perto?
  • Como ficaria a sua condição emocional em lidar com corpos de crianças, pessoas carbonizadas e cadáveres em estado de decomposição avançado?

Também é preciso levar em conta o cheiro dos corpos e o estado de decomposição possivelmente avançado de alguns. Em suma, as altas temperaturas do Rio de Janeiro avançam o processo.

Quem falece de Coronavírus precisa passar pelo IML?

Em geral, não. Por exemplo, o professor Maxwell lembra de um caso de um homem que sofreu um acidente de moto. Ao ser levado para o hospital, ele foi contaminado pela Covid-19 lá.

Portanto, como a causa primária da morte foi o acidente, o corpo precisou ser levado para o IML. Mas em casos que a pessoa simplesmente adoece e falece no hospital, a própria instituição já encaminha o corpo para o responsável.

Apesar de ter lidado com casos como esses citados, o Equipamento de Proteção Individual (EPI) já é procedimento padrão nas funções do IML, como o uso das máscaras N95.

Planejamento de estudos: dá para estudar para técnico e auxiliar de necropsia?

Como as disciplinas são basicamente as mesmas, os estudos para um cargo já podem ser aproveitados para o outro. Principalmente Anatomia e Fisiologia, que são as matérias no edital com maior peso.

Para diferenciar uma da outra, ele recomenda lembrar que a Anatomia é a identificação e a Fisiologia, a função.

Por exemplo, se você pensa em uma caneta, a Anatomia é o seu corpo e a sua Fisiologia é escrever. Ou seja, sua função.

No estudo, a questão é aplicar esses conhecimentos para o corpo humano. Da mesma forma, para histologia, citologia, biologia e os demais sistemas. Sempre com constância e eficiência.

Como estudar para técnico e auxiliar de necropsia?

Primeiramente, Maxwell aconselha o futuro servidor a estudar o conteúdo todos os dias e fazer exercícios no final de cada estudo.

Ninguém quer decorar algo. Eu tenho que memorizar, eu tenho que aprender, porque se eu aprendo, levo esse conhecimento por muito tempo, afirma.

Nesse contexto, suas dicas de estudo são:

  • Praticar
  • Estudar em grupo
  • Metodologias ativa e dinâmicas
  • Ser autocrítico

Segundo o técnico de necropsia, apenas você mesmo pode dizer se a sua metodologia está sendo eficiente ou não e se é hora de escolher outra.

Além do mais, ele também recomenda que o futuro servidor visite um anatômico em alguma universidade, caso seja possível.

Como fazer um ciclo de estudos para técnico e auxiliar de necropsia?

Nesse contexto, o professor considera que a metodologia vai muito do que funciona para cada um. No entanto, o que funcionou para ele quanto prestou o concurso de técnico de necropsia – e o que acredita ser melhor – é fazer um estudo de forma sistêmica dentro da Anatomia.

Ou seja, separar em sistemas. O mesmo vale para anatomia microscópica, citologia e histologia.

Em relação ao tempo, Maxwell acredita, baseado na ciência, que duas horas seja o máximo para se estudar com atenção eficiente.

Além disso, outra dica importante é procurar ter contato com professores diversos, para conhecer outras metodologias de estudar e aprender.

No que diz respeito à diferença entre auxiliar e técnico de necropsia nas provas, ele não vê disparidade no nível de dificuldade. Inclusive, na sua opinião, a última prova para auxiliar foi mais difícil do que a de técnico.

Portanto, além de um estudo anatômico criterioso, também recomenda procurar os melhores livros de Anatomia. Até mesmo os de Biologia do ensino médio já são de grande ajuda.

Como se manter motivado nos estudos?

Nesse sentido, Maxwell Almeida acredita que a própria pandemia possa ser uma motivação para estudar.

Esse emprego público pode ser seu. Só vai depender do quanto você se dedica ao estudo.

Também é preciso que o estudante esteja consciente:

  • Das suas limitações
  • Do que você está aprendendo
  • Do quanto você se dedica nos estudos

Além de vacâncias surgirem com o tempo, há a possibilidade de um aumento no número de vagas. Nesse contexto, o IML precisa urgentemente de servidores, com risco do sistema colapsar.

Há até mesmo unidades fechando por falta de mão de obra e cadáveres sendo encaminhados para os municípios vizinhos.

O professor Alexandre Prado lembra ainda que 2022 é ano eleitoral. Portanto, o curso de formação precisa ser finalizado até junho do próximo ano, já que o Governo do Estado não pode ter novos gastos durante a campanha.

Ou seja, a possibilidade da proximidade do concurso também é um fator motivador para o futuro servidor que precisa de um incentivo!

Já sabe a diferença entre auxiliar e técnico de necropsia, futuro servidor? Não deixe de acompanhar o Blog da Folha Dirigida para mais dicas de estudo!

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