fbpx

Mindfulness para concursos: como colocar em prática

Você já pensou em usar o mindfulness na preparação para concursos?

Durante a pandemia, a busca por termos como meditação e mindfulness cresceu consideravelmente. A sensação de estresse e ansiedade aumentou devido a situação pela qual o mundo está passando.

Se para o futuro servidor já era difícil se concentrar nos estudos antes, as incertezas do período multiplicaram esses sentimentos de angústia.

“O mindfulness é um excelente instrumento para potencializar a performance em qualquer atividade, especialmente naquelas que exigem concentração e atenção, como é o caso dos concursos públicos”, afirma o dr. Marcelo Demarzo, pós-doutorado em Mindfulness e Saúde pela Universidad de Zaragoza, na Espanha.

O médico explicou o que justifica o mindfulness estar tão em alta e como pode ajudar na saúde mental do futuro servidor. Confira!

Durante a pandemia, a busca por termos como meditação e mindfulness cresceu consideravelmente

Durante a pandemia, a busca por termos como meditação e mindfulness cresceu consideravelmente (Foto: Freepik)

O que é o mindfulness?

O mindfulness nada mais é do que um dos estados da mente, acessível a qualquer indivíduo.

Sua prática consiste em um exercício de querer vivenciar o momento presente com mais consciência, intencionalmente, aceitando a experiência.

É o contrário de outro estado habitual da mente, da dispersão ou divagação. Em expressões mais populares, “a mente viajando por aí”, “viajar na maionese”, “estar no mundo da lua” e por aí vai.

No mindfulness, o exercício principal é o de olhar a realidade como ela realmente é, sem julgá-la ou reagir a ela no “piloto automático”.

Para que serve o mindfulness?

O mindfulness pode ajudar a:

  • Enfrentar o estresse do dia a dia
  • Manter a saúde física e mental
  • Obter maior qualidade de vida

Estar mais ‘mindful’ (consciente) nos ajuda a sermos menos reativos e impulsivos, afirma o dr. Marcelo.

Os programas baseados em mindfulness, como cursos ou treinamentos de atenção plena, são indicados para pacientes enfrentarem ansiedade, depressão e doenças crônicas em geral (incluindo a dor crônica).

Eles também ajudam profissionais, estudantes e atletas com falta de atenção e concentração, cansaço excessivo, queda de desempenho e falta de propósito em suas atividades cotidianas e no trabalho.

Como desenvolver a atenção plena?

Marcelo Demarzo explica que existe uma série de técnicas cientificamente comprovadas para o treinamento da atenção plena.

Ao contrário do que alguns podem pensar, elas não possuem qualquer conteúdo religioso ou sectário, apesar da sua origem vir da meditação.

A preocupação dessas técnicas é serem de fácil acesso a todas as pessoas, independentemente de credos ou religiões. A ideia é apenas treinar a atenção e a atitude mindful.

Como fazer a meditação mindfulness?

Para quem tem interesse em em incorporar mindfulness no seu dia a dia, há duas opções:

  1. Começar a praticar por conta própria, usando apps ou material disponível na internet (blogs, áudios e vídeos).
  2. Procurar centros de mindfulness para ter o acompanhamento de um instrutor dentro de um curso/treinamento de mindfulness (que em geral duram cerca de 8 semanas).

O dr. Marcelo alerta para estar sempre atento à qualidade do material e a formação do instrutor.

O especialista indica começar com práticas mais breves, entre um e cinco minutos por dia. Procure introduzir-se no mundo do mindfulness de maneira viável e progressiva.

Conforme você pratica e observa a utilidade e os benefícios das práticas, aumente aos poucos a duração dos exercícios. Há quem chegue a até 45 minutos por dia seguindo esse aumento progressivo.

Por que o mindfulness é importante para o futuro servidor?

Os benefícios do mindfulness são comprovados tanto em pacientes com determinados diagnósticos quanto em pessoas consideradas saudáveis, mas que estão passando por uma situação de estresse no seu dia a dia ou diante de atividades que exijam grande responsabilidade, como é o caso do futuro servidor.

Como o mindfulness pode ajudar nos concursos?

Segundo o médico, a prática do mindfulness colabora para:

  • Aumento da concentração.
  • Aumento da capacidade de memória, raciocínio e aprendizagem.
  • Melhora no bem-estar subjetivo.
  • Diminuição do sofrimento psicológico.
  • Diminuição de sintomas de ansiedade, depressão e dos níveis de cortisol (hormônio do estresse).
  • Melhora da qualidade do sono.

Além disso, seu exercício ajuda no desenvolvimento das chamadas soft skills, como por exemplo:

  • Aumento da auto-observação e autopercepção.
  • Melhora da aceitação de características pessoais (qualidades e pontos a aprimorar).
  • Reconhecimento de “pontos-cegos” da personalidade (padrões mentais e emocionais).

Como aplicar o mindfulness à rotina de concursos?

Entre os fatores que tornam a rotina de estudos para concurso desafiadora e estressante, estão:

Marcelo Demarzo recomenda a “prática dos 3 passos de mindfulness”, que é fácil de fazer e de ser incluída no dia a dia, já que pode ser encaixada no cotidiano como uma pequena pausa na agenda diária.

Ele segure fazer o exercício pelo menos três vezes ao dia.

Prática de Mindfulness

Dicas para praticar mindfulness

A Prática dos 3 passos de mindfulness é uma das técnicas mais simples, pois utiliza como âncora de atenção a própria experiência corporal, incluindo a respiração.

É segura por ser simples e de curta duração (aproximadamente 3 minutos).

Conforme seu próprio nome já deixa claro, ela é dividida em três passos, cada um com duração de um minuto, o que totaliza em torno de três minutos para toda a prática.

#Passo 1

Em uma posição confortável – sentado ou deitado – deixe o corpo se estabilizar.

Lentamente, leve a atenção para o seu corpo, que pode incluir as sensações físicas, como também para a percepção de pensamentos ou emoções que eventualmente estejam presentes na sua experiência naquele momento.

As sensações físicas podem ser, por exemplo: contato do corpo com o chão ou cadeira; temperatura da pele, possíveis desconfortos ou pontos de tensão.

#Passo 2

Gradualmente, comece a levar a atenção de modo um pouco mais focado para as sensações e movimentos da respiração, como por exemplo os movimentos do tórax e do abdome na inspiração e expiração do ar.

Ou ainda a sensação do ar entrando e saindo pelas narinas durante a respiração.

É importante seguir o fluxo natural da respiração, sem tentar alterá-lo, apenas observando-o. Faça isso por algumas respirações.

#Passo 3

Antes de encerrar a sessão, traga novamente a atenção e a observação para as sensações em todo o corpo naquele momento.

Isso pode incluir também a percepção do local onde você está, como os sons e a temperatura do lugar.

Aos poucos, termine a prática, voltando a abrir os olhos.

O médico indica ainda o áudio para acompanhamento da prática, além de informações complementares para uma execução mais segura.

Qual a diferença entre mindfulness e meditação?

As práticas de mindfulness são adaptações das técnicas meditativas tradicionais, mas é possível acessar um estado de mindfulness sem estar em uma prática meditativa. Isso é possível em:

  • Caminhadas
  • Nas tarefas diárias
  • No contato com a natureza
  • Através da nossa respiração

O objetivo principal é levar intencionalmente a atenção para as sensações que são naturais destas atividades.

Você já pratica o mindfulness? Fique atento ao Blog da Folha Dirigida para mais dicas sobre como tornar a rotina de estudos mais saudável e menos estressante.

Você pode gostar...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *